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flor futura
Desde: 04/11/2003      Publicadas: 68      Atualização: 28/11/2018

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 crítica literária

  28/03/2005
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PASTA CEARENSE

Reúne ensaios sobre escritores cearenses.
Palavras – chaves: Jorge Tufic – Gleudson Passos Cardoso – Padaria Espiritual – Domingos Olímpio – Luzia-homem – Questão de Gênero.

PASTA CEARENSE













OS HEMISFÉRIOS DE JORGE TUFIC

O texto investiga a dupla face da obra do poeta acreano Jorge Tufic
OS HEMISFÉRIOS DE JORGE TUFIC
Charles Odevan Xavier




O poeta acreano de ascendência libanesa, Jorge Tufic, produziu uma obra vasta e complexa, tal qual os caudalosos rios e afluentes amazonenses que o inspirou.




Resolvemos seguir a pista de Alencar e Silva (Jorge Tufic: As tendas do caminho. Fortaleza: Coleção de Textos da Madrugada Vol. 3, s/d.) que identifica uma dupla face na poética tuficquiana. De um lado, teríamos a partir de “Sagapanema” e “Cordelim dos Alfarrábios”, um hemisfério universal difuso, sem cor local e o outro hemisfério impregnado pela imagética amazônica das obras “Boleka, a onça invisível do Universo” e “A Dança do arco-íris”, reunidas em “Quando as noites voavam” (1999).





O hemisfério que nos interessa examinar é o lado universal da obra do poeta mouro, que nasceu no Acre, projetou-se no Amazonas e depois se mudou para Fortaleza.





Não que o que nomeamos de “ciclo amazônico”, seja desinteressante: pelo contrário, o Tufic de “A Dança do Arco-íris” nada tem de folclórico ou excessivo. A sua Amazônia comparece em uma denúncia ambientalista concisa e contida, ainda que com o sotaque manoara. No que pode ser comparada com a obra metatextual e metacrítica do poeta pantaneiro Manoel de Barros.





O hemisfério tufcquiano que nos interessa é o universal e cosmopolita de “Dueto para sopro e corda” (2000) e do “Poema-coral das abelhas”.





Tufic é um poeta versátil e múltiplo. Sabe transitar pelas formas fixas, sendo um virtuose do soneto; como pode fazer os experimentos gráficos, icônicos e concretistas de “Retrospectiva (1956 ” 1966)”.





Sua poesia oscila entre o efêmero, sensorial do “fulgor do que se mira e se transmuda” e o metafísico e intertextual de “Totens e mitos planta em tua casa/ grava os sonhos de Blake”.




O autor de “Insônia dos Grilos” (1999), leitor de Platão, Homero, Byron…faz uma poesia que celebra o metafísico e as hosanas da abstração, ainda que ancorado numa visualidade exuberante; “gaivotas beliscam/estilhaços de ode./ /geometrias vulcânicas/ no pernoite/ das âncoras//Peixes de basalto/ espiam/ os anéis de saturno”, ou “Seja a manhã teu código celeste.





Como o demiurgo de Platão, cria um universo de “noumenos” e “phaenomenos”: ” Tutores desses ventos/ breve fulgor, insólito perfume”, em que signos carregam odores “as palavras poéticas se drogam/ do cheiro que se vem do sertão” e texturas “a lua traz constelações de frutas”. Percorre universos mitológicos ” Rastreia o sol dos incas”; teológicos “a escolha coube a Deus, o resto é saldo” e metatextuais ” Camões inteiro cabe num disquete/ como cabe a galáxia na centelha”.





Há lugar na poesia de Tufic para o cotidiano “Calor do pão na mesa onde cintila”, mas é nas rarefações da metafìsica que o poeta lapida o signo “Que o mundo não se queixe dessa fúria de Deus em minha mão”.




O autor de “Retrato de Mãe” (1995) exibe preocupações intertextuais: “Goethe na Itália como pôde vê-la/ nos mármores pesados de sua glória”; “O Drummond que se inclina nesta foto, lembra um nenúfar, contemplando ignoto/ o além dos móveis, lajes, artefatos”; “Que fazes, Proust, ao léu de teu cenário/ ao léu da infância que em teu rosto asila/ da época feliz um tom de argila/ e do vinho natal esse ordinário” e “Repita os contos de Sherazade/ dá-me outra vez as mil e uma luas/ feitas para dormir e ter saudade”.




A obra de Jorge Tufic poderia ser mais conhecida nacionalmente, e, quiçá internacionalmente, se o poeta não fosse dado a publicar livros por editoras/gráficas regionais ou se o poeta fosse mais marketeiro e conquistasse os “louros” das Revistas CULT e BRAVO da vida. A despeito de um ou outro prêmio estadual, Jorge Tufic permanece sendo conhecido por apenas uma dezena de poetas ou meia dúzia de críticos do Oiapoque ao Chuí. Contudo, pensamos que isso pode mudar quando o poeta acreano-mourisco ” cearense aparecer nos “pixels” da WEB.
Autor: Charles Odevan Xavier








Bombons de Ácido Sulfúrico: Resgatando a Padaria Espiritual

O texto analisa a obra “Padaria Espiritual: Biscoito Fino e travoso” do historiador Gleudson Passos Cardoso



BOMBONS DE ÁCIDO SULFÚRICO: RESGATANDO A PADARIA ESPIRITUAL


Charles Odevan Xavier





Este texto é uma resenha do livro “Padaria Espiritual: Biscoito fino e travoso” de autoria do historiador Gleudson Passos Cardoso, faz parte da Coleção Outras Histórias editada pelo Museu do Ceará e Secretaria da Cultura e Desporto do Ceará


Gleudson Passos Cardoso, nascido em Fortaleza, graduado em História pela UFC e mestre em História Social pela PUC-SP, é professor de História da Unifor e do Projeto Magister/UFC. Membro atuante da Sociedade de Belas Letras & Artes Academia da Incerteza. É poeta, tendo se especializado na arte do soneto. Autor do livro “Fraya Zamargad: Sonetos de Amor e Melancolia”.


O livro “Padaria Espiritual: Biscoito fino e travoso” é uma espécie de resumo de sua dissertação de mestrado cujo título é “As Repúblicas das Letras Cearenses: Literatura, Imprensa e Política (!873-1904)”.


A obra traça um panorama do contexto peculiar da Fortaleza do Séc.XIX que gerou a singular confraria de escritores da Padaria Espiritual.


A Padaria Espiritual foi um grupo eclético em atuações e tendências literárias. Liderada pelo escritor Antônio Sales, tinha como principal propósito alfinetar a burguesia ignara.


Gleudson Passos revela no primeiro capítulo a constituição dos grêmios literários que antecederam os escritores do Jornal “O Pão”. A Academia Francesa, segundo o autor, em muito difere do grupo de Antônio Sales. Enquanto Rocha Lima, Capistrano de Abreu, Araripe Júnior e outros surgiram para combater a Igreja Católica, nas páginas do órgão maçônico “Fraternidade”, como estandartes da sociedade industrial-civilizatória, entendido como culto ao progresso, a tecnologia e a ciência; o grupo dos padeiros, por sua vez, revestia-se de um certo saudosismo em relação a uma cidade que perdia seus encantos brejeiros e assumia terríveis ares de metrópole.


O autor informa que enquanto outras agremiações como o Centro Literário e a Academia Cearense procuravam disseminar a ideologia do progresso, seja relacionada ao regime republicano ou ao conhecimento científico-tecnológico, a Padaria Espiritual optou por interpretar a realidade nacional de acordo com a realidade popular que compunha a nação brasileira. Isso se traduz numa certa aversão aos estrangeirismos, tão comuns à moda e ao “mundanismo” que os produtos fabricados nos países industrializados trouxeram aos centros comerciais e áreas de influência mais recônditas. Desse modo, o historiador identifica alguns traços de teor nacionalista. Entretanto, a Padaria Espiritual não era um grupo homogêneo. Gleudson Passos comunica que as posturas variavam bastante. Na paleta dos “forneiros” podia-se perceber desde as cores alegres da filosofia do progresso com Antônio Sales e Álvaro Martins até os tons escuros do pessimismo satânico e a descrença na civilização industrial com Lívio Barreto, Lopes Filho e Cabral de Alencar.


Com base nisso, o historiador pinça trechos de crônicas em Antônio Sales e o republicano exaltado Álvaro Martins revelam a crença de que a normalização dos espaços p[públicos e a correção de comportamentos transgressores à ordem urbana contribuiriam para o progresso, o bem-estar social e a moralidade. Por outro lado, membros do grupo como Adolfo Caminha identificava nos regeneradores da ordem sócio-urbana (médicos, higienistas, urbanistas, engenheiros), nas classes urbanas emergentes e nas facções políticas oligárquicas, os agentes de imposição de uma violenta disciplina urbana, a reproduzir o consumismo selvagem, bem como concentrar poder político com mandonismo, violência física e atos ilícitos, nepóticos e clientelistas.


No segundo capítulo, Gleudson Passos compõe o painel da formação da Padaria Espiritual. Segundo o autor o grupo era formado por rapazes oriundos dos setores médios e baixos da cidade e do interior. Eram, portanto, funcionários da alfândega, caixeiros, escritores menores, sem filiação com as facções político-oligárquicas e buscavam ascensão pública e social.


No terceiro capítulo o historiador recupera a importância do fundador do grupo, Antônio Sales. Gleudson Passos mostra em que medida a atuação publicitária do autor de “Trovas do Norte” projetou o grupo não só no Ceará, como nos grandes centros. Antônio Sales enviava o “Programa de Instalação” para vários escritores do eixo Rio – São Paulo e pedia colaboradores para o Jornal “O Pão” em todo o país. Com esta estratégia a Padaria Espiritual passou a ser referência de literatura feita no Ceará.


No quarto capítulo, Gleudson Passos mergulha nos meandros da chamada “literatura menor” do Ceará, isto é, feita por apreciadores da estética simbolista. Assim, os padeiros “nephelibatas” beberam nas fontes de Baudelaire, Verlaine, Antero de Quental e Antônio Nobre. O autor entende que o trabalho de Lopes Filho, Lívio Barreto e Cabral de Alencar está calcado no estilo dionisíaco, herdeiro do barroco e sobretudo do romantismo, em que deram-se por rebelar contra as estratégias de controle simbólico, como a crença ortodoxa na ciência, no progresso técnico-industrial e na democracia liberal.


No último e breve capítulo, o autor procura estabelecer uma relação nem sempre amigável entre os escritores e a imprensa local.


“Padaria Espiritual: Biscoito fino e travoso” é uma obra curta (93 páginas) e bem urdida, feita com apuro e lucidez crítica. O texto de Gleudson Passos é saboroso e fluido. O autor não faz crítica literária e nem é esse o objetivo de um historiador, mas procura investigar em que medida o literário pode ser uma porta de acesso a um tempo esquecido.


O GÊNERO EM LUZIA-HOMEM


Charles Odevan Xavier





O conceito “gênero” tornou-se muito discutido depois da 2ª Guerra Mundial ” quando as mulheres, na ausência de seus maridos e pais, tiveram de entrar maciçamente no mercado de trabalho- e depois da Revolução Sexual dos anos 60 ” impulsionada pela invenção da pílula anticoncepcional. O gênero aponta para a questão dos papéis sexuais que variam de uma cultura para outra (espacialmente) e de uma época para outra (temporalmente).





Em Luzia-homem de Domingos Olímpio, a trama se desenvolve no Ceará feudal, agrário e oligárquico do século passado, lidando com latifundiários, seca, fome, retirantes, abuso de autoridade (por parte de policiais) e até a presença das frentes de serviço ( comprovando a atualidade da obra).





Apesar dos preconceitos e da divisão rígida dos papéis sexuais da época, a necessidade faz com que o pai de Luzia a eduque como homem, i.é., entregando-lhe responsabilidades masculinas devido à ausência de filhos varões para cuidar da fazenda e do gado. Quando a fazenda se desfaz pela seca, o pai morre. Luzia se aventura pelo mundo, levando consigo sua mãe doente. Ela não se poupa de fazer atividades tidas como masculinas: trabalha na construção civil da frente de serviço (única fonte de renda possível devido à improdutividade agrícola com a seca) tentando garantir o seu sustento e o da mãe, numa atitude muito corajosa e audaciosa para a tônica patriarcalista da época.





O que Luzia provoca nos homens e mulheres para ter ganho o apelido pejorativo de “luzia-homem”? Nos homens: provoca desejo por ser uma mulher muito bonita e de belos cabelos longos ( como o autor gosta de salientar), mas também frustração, despeito, já que ela nunca cede aos assédios sexuais destes, principalmente aos do soldado Crapiúna ( o arquétipo do abuso de autoridade). Nas mulheres: provoca inveja, comentários maliciosos e intrigas, pois ela, sempre preocupada com a sobrevivência, não interrompe suas atividades para fuxicos, fofocas e as frivolidades típicas das mulheres de pequenos povoados. Além disso, Luzia procura sempre se isolar das mulheres do vilarejo, nas horas vagas, dando margem para que as mulheres interpretem tal atitude como pedante.





Luzia é uma fonte de assombros para os homens e mulheres ao mexer com as noções cristalizadas do que é masculino e feminino. Como uma mulher que carrega dois potes de barro, uma parede de tijolos na cabeça, salva e carrega nos braços um homem quase esmagado por um boi bravo, entre outros, quer ter o direito de amar um homem e ser sua esposa? Quem é essa que ousa sustentar-se, ter autonomia sem precisar de um homem? Eis o tensionamento da obra.





A protagonista depois de adoecer é orientada pelo administrador da frente de serviço a trabalhar com as costureiras. Luzia detesta a idéia mas é obrigada a aceitá-la, pois está visivelmente debilitada.





No ambiente das costureiras, o autor mais uma vez testará as noções pré ” estabelecidas de gênero. A chefe, uma beata muito exigente, rosna para Luzia: “- Você parece que nunca viu costura, tamanha mulher, e não sabe por onde há de começar um par de ceroulas de homem”. Ou seja, para a professora uma mulher se reconhece no esmero e delicadeza das costuras que faz. Comparando os dois ambientes: o masculino (a frente de serviço) onde a solidariedade dos homens para com Luzia é maior e o feminino( o ateliê de costura) onde reina a maledicência e intolerância , pode-se concluir que as mulheres são mais machistas do que os homens. Com o tempo, mostrando o determinismo ambiental do realismo-naturalismo do autor, Luzia se adapta a nova realidade e acaba virando professora das meninas costureiras.





Cabe discutir o problema de gênero colocado pela doença da mãe de Luzia. D.Zefinha sofre de asma e insiste em não tomar o remédio de botica (farmácia) prescrito pelo médico; prefere o lambedor indicado por uma rezadeira, D.Seridó, feito de componentes grotescos (um pinto vivo pisado no pilão), rezas e superstições. Nesta preferencia, flagra-se o choque entre o feudalismo da medicina popular, feminina e o capitalismo da medicina convencional, masculino. Alexandre menciona perante a intransigência da velha que o saber verdadeiro está com o médico. Tendo como referência o livro O que é feminismo (Col. Primeiros Passos), deduz-se que essa discórdia entre o saber intuitivo da rezadeira e o saber acadêmico do médico vem de longe ” não se pode esquecer que a escolaridade era um privilégio dos homens, principalmente no Nordeste daquele tempo. Na Idade Média não foi só o clero católico, com medo de perder fiéis, que jogou videntes e rezadeiras, tidas como bruxas, na fogueira. A própria medicina convencional e masculina também cooperou com a Inquisição através de delações, pois queria eliminar a concorrência.





Luzia e Terezinha, que exibem comportamentos supostamente inadequados, são bem tratadas, quando vão denunciar os abusos de autoridade e assédio sexual do soldado Crapiúna, por promotores e delegados e estes tomam as devidas providências ( a transferência de posto). A pergunta é: isso é verossímil? Se ainda hoje o movimento feminista alega que mulheres se queixam dos constrangimentos em delegacias comuns composta por homens, ao ponto de terem sido criadas as delegacias das mulheres nos anos 80 para atender a demanda.





Mestrando em Letras ” UFC.


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